Mia Couto e a reescrita da história: o 25 de Abril em Vinte e Zinco

Flavia Renata Machado Paiani

Resumo


Este trabalho pretende analisar a interpretação literária dada pelo escritor moçambicano
Mia Couto acerca de um fato histórico, o 25 de Abril português (conhecido como Revolução dos
Cravos), em seu livro Vinte e Zinco. O autor opta por conduzir a narrativa a partir das relações
raciais que se estabelecem à época em Moçambique, então colônia portuguesa. A partir daí, o
autor constrói retrospectivamente o horizonte moçambicano de expectativas, estabelecendo uma
conexão entre a Revolução dos Cravos e a independência de Moçambique. Para tanto, Mia Couto
projeta no passado as demandas políticas do presente, reescrevendo, à maneira literária, a
história vista pela periferia.


Palavras-chave


História e literatura, 25 de Abril, relações raciais em Moçambique.

Texto completo:

PDF

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Revista Brasileira de História & Ciências Sociais - RBHCS

Qualis Capes B1 - A Nacional

ISSN 2175-3423

 

 

A Revista Brasileira de História & Ciências Sociais utiliza  Licença Creative Commons Attribution 4.0

Creative Commons License

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia