Ilustração, medicina e circulação de ideias no mundo luso-brasileiro (séc. XVIII-XIX).

Juliana Gesuelli Meirelles

Resumo


Este artigo tem por objetivo compreender a relação entre a mudança de paradigma científico vigente a partir da reforma da Universidade de Coimbra e as transformações políticas e culturais da sociedade luso-brasileira no campo da saúde e da medicina entre o final do século XVIII e início do século XIX. Primeiramente, refletimos sobre os sentidos da circulação de ideias entre Portugal e Brasil antes dá da vinda da corte para o Brasil em 1808. Em um segundo momento, delineamos as linhas mestras da política cultural da coroa lusitana para a cultura cientifica sob a governança de D. João VI na América tendo como foco a diversidade da produção da Impressão Régia do Rio de Janeiro nesse campo do saber. 

Palavras-chave


medicina, circulação de ideias, política imperial

Texto completo:

PDF

Referências


ALGRANTI, Leila Mezan. Livros de Devoção, Atos de Censura: cultura religiosa na América Portuguesa. São Paulo: Editora Hucitec /FAPESP, 2004.

ALGRANTI, Leila Mezan. O feitor ausente: Estudo sobre a escravidão urbana no Rio de Janeiro (1808-1821). Petrópolis: Ed. Vozes, 1988.

BOUZA, Fernando. “Comunicação, conhecimento e memória na Espanha do século XVI e XVII”. In: LISBOA, João (Coord.). Livros e Cultura escrita: Brasil, Portugal, Espanha. CULTURA: revista da historia das ideias. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2002, p.105-172.

CAMARGO, Ana Maria de Almeida e MORAES, Rubens Borba de. Bibliografia da Impressão Régia do Rio de Janeiro. São Paulo: Edusp 1993.

CARVALHO, Marieta Pinheiro de. Uma ideia de cidade ilustrada: as transformações urbanas no Rio de Janeiro de D. João VI (1808-1821). Rio de Janeiro: Odisséia, 2008.

CARVALHO, Marieta Pinheiro de. Estado e Administração no Rio de Janeiro joanino: a secretaria de estado dos negócios do Brasil (1808-1821) 273 f. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 2010.

CURTO, Diogo Ramada. Cultura escrita: séculos XV a XVIII. Lisboa: ICS, Imprensa de Ciências Sociais, 2007.

DIAS, Maria Odila da Silva. “Aspectos da Ilustração no Brasil”. In: Revista do Instituto Histórico Geográfico e Brasileiro. Rio de Janeiro: vol.278, 1968.

FILHO, Oswaldo Munteal Filho; DAHÁS, Nashla. “Acadêmicos e letrados na crise do Antigo Regime luso-brasileiro – Século XVIII”. Revista Intellectus. Ano 05. Vol. I. 2006, p.8. In: www2.uerj.br/~intellectus. Acesso em 23abr. 2017.

HOLANDA, S. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1995.

LYRA, Maria de Lourdes Viana. A utopia do poderoso império. Portugal e Brasil: bastidores da política (1798-1822). Rio de Janeiro: Sette Letras, 1994.

MEIRELLES, Juliana Gesuelli. Imprensa e poder na corte joanina: a gazeta do Rio de Janeiro (1808-1821). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2008.

MOREL, Marco. “Das gazetas tradicionais aos jornais de opinião: metamorfoses da imprensa periódica no Brasil”. In: NEVES, Lúcia Maria Bastos Pereira das. Livros e Impressos: retratos do Setecentos e do Oitocentos. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2009, p. 153-184

MOREL, Marco. “Pátrias Polissêmicas: República das Letras e Imprensa na Crise do Império Português na América”. In: LORELAI. (Org.) Iluminismo e Império no Brasil. O Patriota (1813-1814). Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2007, p.15-30.

NEVES, Lúcia Mª. Bastos P. das. “Comércio de livros e censura de idéias: a atividade dos

livreiros franceses no Brasil e a vigilância da Mesa do Desembargo do Paço (1795-1822)”. In: Ler História, 23, 1992, p.62.

NOVAIS, Fernando. “O reformismo ilustrado luso-brasileiro: alguns aspectos”. In: Aproximações: estudo de história e historiografia. São Paulo, SP: Cosac Naify, 2005.

SANTOS FILHO, Lycurgo. História geral da medicina brasileira. São Paulo: Hucitec/Edusp, vol. 2, 1991.

SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Inventando a Nação: intelectuais ilustrados e estadistas luso-brasileiros no crepúsculo do Antigo Regime Português: 1750-1822. São Paulo: Hucitec: Fapesp, 2006.

SILVA, Maria Beatriz Nizza da. “Livro e sociedade no Rio de Janeiro”. Separata da Revista de História Nº94. São Paulo – Brasil. 1973.

SILVA. Maria Beatriz Nizza da. A Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1821): cultura e sociedade. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2007.

TENGARRINHA, José. História da imprensa periódica portuguesa. 2ªed. Lisboa: Editora Caminho, 1989 VARELA, Alex. Gonçalves. Atividades Científicas na "Bela e Bárbara" na Capitania de São Paulo (1796-1823). São Paulo: Annablume, 2009.

VILLALTA, Luiz Carlos. Usos do livro no mundo luso-brasileiro sob as luzes: reformas. Censura e contestações. Belo Horizonte: Fino Traço, 2015.




DOI: http://dx.doi.org/10.14295/rbhcs.v9i17.420

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Revista Brasileira de História & Ciências Sociais - RBHCS

Qualis Capes B1 - A Nacional

ISSN 2175-3423


 

Indexada em: 

 

A Revista Brasileira de História & Ciências Sociais utiliza  Licença Creative Commons Attribution 4.0

Creative Commons License

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia