Simão Vergara e Maria Tereza da Cunha, o casal de pretos forros da tasca da Boa Vista: Africanidade, matrimônio e comunidade numa sociedade escravista (Pelotas, RS, século XIX)

Caiuá Cardoso Al-Alam, Natália Garcia Pinto, Paulo Roberto Staudt Moreira

Resumo


Através da trajetória de um casal de africanos forros abordaremos os arranjos familiares negros, visualizando também as estratégias de obtenção de alforria e de composição de alianças comunitárias. Pelos fragmentos biográficos que acessamos desse casal, podemos visibilizar aspectos das experiências de vida de alguns de seus iguais, assim como também desvendar particularidades de uma época, onde vigia uma sociedade escravista com grande presença de indivíduos africanos ainda escravizados e já forros.

Palavras-chave


escravidão. Família. Comunidade. Africanidade. Pelotas.

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DOI: https://doi.org/10.14295/rbhcs.v8i15.381

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