Da senzala à capela. Compadrio, redes sociais e algumas considerações sobre o lugar social de ‘pardos livres’ nas Minas Gerais oitocentistas

Mateus Rezende Andrade

Resumo


Este artigo problematiza as estratificações sociais no passado brasileiro a partir da análise das relações de compadrio e das sociabilidades cotidianas de um domicílio chefiado por um indivíduo livre, pardo, que desenvolvia a atividade de carpinteiro na localidade em que vivia. Postula-se que as redes sociais que o envolvia naquela sociedade escravista oferecem importantes elementos para compreensão das hierarquias sociais, da mobilidade sócio-espacial e enraizamento social, além de dar subsídios para se conhecer os mecanismos de manutenção do prestígio social e do poder. Utilizou-se na pesquisa realizada, informações contidas em recenseamentos populacionais e registros paroquiais de batismo, por meio das quais, partindo de técnicas específicas da demografia histórica, conheceu-se o espaço em estudo a partir da composição populacional do mesmo. Por fim, a Análise de Redes Sociais evidenciou o posicionamento de ‘pardos livres’ e como se estruturam dentro da hierarquia social vigente.

Palavras-chave


Compadrio; redes sociais; hierarquias

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DOI: https://doi.org/10.14295/rbhcs.v7i14.291

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Revista Brasileira de História & Ciências Sociais - RBHCS

Qualis Capes B1 - A Nacional

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