Educação e dispositivo de segurança: governando diferenças étnico-raciais no Brasil

Mozart Linhares da Silva, Carolina Assmann, Roberta Specht

Resumo


O artigo tem por objetivo problematizar a educação, no caso, o ambiente escolar, como um dispositivo estratégico para o governamento das relações étnicoraciais no Brasil. A partir de entrevistas semiestruturadas com discentes negros do ensino básico, propomos analisar os processos de subjetivação que estão articulados aos regimes de verdade sobre etnicidade e as relações raciais no país, que tem, no ambiente escolar um lócus privilegiado de articulação. A escola é considerada também, como um espaço de luta, de contrastes discursivos que norteiam a construção das narrativas identitárias, ora como legitimadora da ideologia da democracia racial, ora como desconstrutora dessa ideologia. O equilíbrio desses discursos permite inferir que a escola pode ser entendida como um espaço de gerenciamento de risco, onde se pode evitar e desautorizar os conflitos raciais, ou mesmo a sua percepção.

Palavras-chave


Educação. Governamento. Racismo

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Revista Brasileira de História & Ciências Sociais - RBHCS

Qualis Capes B1 - A Nacional

ISSN 2175-3423

 

 

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