DOSSIÊ 2018/2 - Pena de morte e penalidade carcerária no mundo Ibero-Americano (séculos XVI-XX)

DOSSIÊ 2018/2 - Pena de morte e penalidade carcerária no mundo Ibero-Americano (séculos XVI-XX)

 

Organização: Prof. Dr. Tiago da Silva Cesar – Universidade Católica de Pernambuco (Brasil) &  Prof. Dr. Pedro Oliver Olmo – Universidad de Castilla-La Mancha (Espanha)

A pena de morte acompanha a humanidade há muito tempo, não obstante, a partir da Idade Moderna, se verificam mudanças em relação a sua incidência. Com o surgimento dos estados modernos esta pena se converte na expressão máxima do exercício punitivo de soberanos, ou, de instituições religiosas que, através do corpo supliciado, reativavam seu poder valendo-se de rituais político-simbólicos e da exemplaridade dos castigos. Paralelamente a estes teatros sanguinolentos, entre os séculos XVI e XX foram surgindo novas formas de punir que, muito além de uma mera humanização da pena, buscou responder a uma série de interesses e exigências em vista de novos modelos de governabilidade emergentes. De olho neste processo, acredita-se evitar certa visão teleológica e linear do fenômeno punitivo, das práticas de execução capital à pena de privação de liberdade, e desta à prisão como instituição penal propriamente dita.

Partimos da premissa de que a pena é uma instituição sócio-cultural muito complexa que possui sua historicidade em relação às mudanças estruturais e às transformações da sensibilidade coletiva, motivo pelo qual se erige como um objeto de pesquisa de grande relevância no campo compartilhado com as Ciências Sociais e as Ciências Penais. O paralelo entre a pena de morte e a penalidade prisional ajuda a situar a experiência do castigo carcerário além da mera execução de sentenças judiciais em instituições fechadas. A prisão moderna afeta as “almas” dos condenados, bem como aos corpos dos prisioneiros que não “pagam” seus crimes e delitos apenas com a privação da liberdade, mas também com o cerceamento de direitos básicos como, por exemplo, a saúde, o alimento, a instrução, e o trabalho. Com isto em mente o presente dossiê visa acolher estudos que contemplem tais fenômenos desde diferentes perspectivas teórico-metodológicas, dando destaque às pesquisas inéditas que tenham tido nos arquivos e em seus mais diversos fundos seu material de análise por excelência.   

 

Prazo de submissão: até 30 de SETEMBRO de 2018.

 

DOSSIÊ 2018/2 - Pena de muerte y penalidad carcelaria en el mundo iberoamericano (siglos XVI-XX)

 

Coordinación: Prof. Dr. Tiago da Silva Cesar – Universidade Católica de Pernambuco (Brasil) & Prof. Dr. Pedro Oliver Olmo – Universidad de Castilla-La Mancha (Espanha)

La pena de muerte acompaña a la humanidad desde muy antiguo, pero no fue hasta la Edad Moderna que se empezó a verificar un cambio en relación a su recurrencia. Con el surgimiento de los estados modernos se convierte en la expresión máxima del ejercicio de castigar de un soberano o de instituciones religiosas que, a través del cuerpo supliciado, jugaban a un solo tiempo con la ejemplaridad y la reactivación de su poder por medio, a veces, de complejos rituales político-simbólicos. Paralelamente a estos teatros sanguinolentos, entre los siglos XVI y XX fueron introduciéndose nuevas formas de punir que, más allá de una mera humanización de la pena, buscaban responder a una miríada de intereses y exigencias de cara a un(os) modelo(s) de gobernabilidad que iban surgiendo. Con esto en mente se cree poder evitar una visión teleológica y lineal del fenómeno punitivo, desde la existencia de la pena capital en Iberoamérica al desarrollo histórico de la pena de privación de libertad y, en fin, de la prisión como institución penal.

El castigo es una institución social y cultural muy compleja, cuya historicidad, en relación con los cambios estructurales y con las transformaciones de la sensibilidad colectiva, lo convierten en un objeto de estudio de primer orden dentro del campo compartido por las Ciencias Sociales y las Ciencias Penales. Este correlato entre pena de muerte y penalidad carcelaria sitúa la experiencia del castigo carcelario más allá de la mera ejecución de sentencias judiciales en instituciones cerradas. La prisión moderna, en cuanto que institución total, afecta a las “almas” de los condenados y a los cuerpos de los prisioneros que “pagan tiempo” y viven privados de la libertad y de otros derechos y bienes, como la salud, el alimento, la instrucción o el trabajo. En este sentido, el presente dossier desea acoger trabajos que contemplen tales fenómenos desde diferentes perspectivas teóricas y metodológicas, dando especial atención a investigaciones novedosas que tengan en los archivos y en los más diferentes tipos de fuentes su material de análisis por excelencia.

 

Fecha limite para sumisión: 30/09/2018.

 



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